quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Educação sexual é saber dar uma?

Boa noite ao estimado leitor e perdão pelo título ordinário deste artigo.
A verdade é que tive de escrever um título ordinário porque fui inspirada pela popularidade arcaica do interior de Portugal, num café local...onde nas horas mortas se fala de sexo mas onde nunca ninguém ouviu falar nem de herpes genital, nem da famosa "doÊnÇa do Beijo"onde todos falam alegremente de "metê-la"quiÇa num corpo feminino e voluptuoso, mas ninguém se interessa por saber que a verdade é que uma grande percentagem das mulheres portuguesas quando descobrem que estão grávidas descobrem também que têm sida.
Um dos rapazes da aldeia dizia ainda: "Aqui na aldeia é tudo escape livre". Deve ser tudo assim: um escape livre da saúde, um escape livre da educaÇão, um escape livre da própria vida... Centenas de adolescentes e mesmo adultos continuam ainda acreditar que se contarem os dias da ovulaÇão serão capazes de calcular o dia da fertelizaÇão, outros ainda criam mitos obcenos sobre o uso de espirais vaginais que são introduzidas dentro dos corpos das mulheres porque alguém na escola, que também nunca teve educaÇão sexual explicou com aquele jeito de "quem vai dar uma" os enigmas do corpo feminino.
E pergunto: Quando é que a educaÇão sexual vai ser uma disciplina obrigatória nas escolas secundárias, leccionadas por alguém que entenda de facto que deve instruir homens e mulheres para o futuro?

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