sexta-feira, 18 de março de 2011

Medidas para reduzir os efeitos da crise


A minha bikla "nini"

Saquinho das compras com motivos florais, sempre feminino e fresco.
Este texto é mais uma vez uma resposta a um comentário que recebi no blog. Ironicamente um estrangeiro escreveu que eu e os portugueses em geral se queixam demasiado e que criticam a torto e a direito sem procurarem solucções plausíveis para a crise. Depois de ter reflectido sobre isto decidi tomar medidas e partilhar com os leitores algumas das possíveis ideias para reduzir os efeitos da crise.
 Em primeiro lugar temos de começar por baixo, ou seja por cada um de nós: 1. Deixe de usar o automóvel ou reduza as viagens feitas com o automóvel e pegue na bicicleta que tem há tanto tempo a apanhar ferrugem em casa. Claro que esta medida poderá ser drástica para as muitas pessoas que vivem longe do trabalho ou dos centros urbanos, mas não há como tentar. Além disso a bicicleta é fácil de estacionar, ajuda-o a manter em forma e respeita o ambiente; Poderá também começar a apanhar mais transportes públicos, apesar de nem sempre estarem a tempo, talvez fosse melhor que todos desenvolvessemos essa conciência cívica e as indústrias dos trasportes fossem obrigadas desta forma a melhorar a qualidade do serviço; 2. Tente ter sempre por casa meia dúzia de vazos com plantas que possam ser utilizadas na cozinha, como o manjericão, a alecrim, salsa...felizmente Portugal ainda tem uma temperatura mediterrânica que permite ao cidadão comum ter em casa alimentos vegetais frescos e de grande qualidade. Desta forma evita gastar dinheiro no supermercado com temperos artificias que a maior parte das vezes só tem embalagens em plástico que depois tem de deitar fora. Se tiver mais espaço com terra aventure-se e plante mais umas coisinhas, vai ver como é gratificante comer o que se planta 3. Deixe de fumar, será melhor para a sua saúde e para o seu bolso. 4. Se gosta de ter uma boa vida social e se sente que a crise o impede de saír tanto como gostaria tente fazer tertúlias com os seus amigos em sua casa, vai ver que poderá conversar sobre tudo melhor e que o dinheiro que gastar numa ida ao supermercado será menos do que se passar toda a noite a beber numa discoteca cheia de barulho.4. Se for criativo e habilidoso, ou se estiver desempregado não compre mais roupas, a sua depressão e sede de compra vai aumentar o lucro das grandes multinacionais, vá ao seu guarda-roupa antigo e tente recriar a sua vestimenta, o estilo "retro" por exemplo agora é muito apreciado e se for talentoso/a poderá acrescentar umas rendas, custurar aqui e ali. Acredite que pode ficar impressionado com o resultado.  5. Pare de ir ao centro comercial no fim-de-semana para além de o fazer sentir impotente porque não pode comprar tanto quanto gostaria não o ajuda a aprender nada nem a encontrar solucções para os seus problemas,Portugal tem muitos parques naturais e muitos monumentos cheios de história para se ver, leve os miúdos consigo a faça com que se divirtam, corram e apredam alguma coisa para além das promoções do Macdonalds. 6. Se estiver doente não deixe que o seu médico lhe passe receitas farmacêuticas exorbitantes exija genéricos, são medicamentos mais baratos exactamente com os mesmos componentes. A verdade é que muitas indústrias ligadas ao mercado da saúde oferecem "certos" privilégios aos profissionais da saúde para que estes continuem a vender produtos caros às pessoas. 7. Quando for fazer compras tente sempre comprar produtos nacionais, para além de ajudar a manter o emprego de milhares de portugueses estará também a ajudar a economia. 8. Encare a crise como um desafi oe não como uma derrota, esta será também uma medida muito importante a ter uma vez que é através primeiro da mentalidade que as coisas podem mudar e nem sempre é perseguindo propostas de trabalho impossíveis ou aceitar salários de fome. Não deixe os seus empregadores abusarem de si porque "a crise tem as costas largas" e pode ser motivo e razão para muitas coisas mas não é para tudo.

domingo, 13 de março de 2011

Is the dealer that exploits the buyer or the buyer that exploits the dealer?

This text is for somebody that regulary reads my blog and comments my texts.
 Is always positive when somebody can critize you because it means that at least you are not ignored.
 In one of my texts I wrote about cannabis and it seemed not clear what I did  meant by exploiting: the exploitation is made in both ways: first because the dealer needs the buyer and for that reason will always take advantage of his "need" or "weekness" in order to sell his product. In the other side the dealer (in this case the primary source of the dealing, the farmers) are also exploited because they work hardly and in many cases they only get 10% per cent of the profit of their work. Many of the great producers of Cannabis are located in underdeveloped countries where people see the cultivation of those plants as the only source of survival. The same farmers are constantly taking criminal risks for their work and for that reason some companies related with the textile industrie, take advantage of this "cool" and "trendy" image that cannabis has in order to sell also their product. Why this companies don´t make publicity with cotton and develop new fabrics in this extraordinaire fibre? Why they don´t pay properlly and give proper work conditions to those that most need? I guess exploitation is the dream of many but only some are able to get the right profit and I don´t belive that those are the ones that smoke it...