domingo, 27 de dezembro de 2009

A " Crise" em Portugal

Boa tarde,

Escrevo neste momento de um dos cafés locais do lugar onde sou nativa: Fridão.
Uma das aldeias que pertencem a Amarante, uma cidade que fica no interior de Portugal entre Trás-os-Montes e o Minho.
Por aqui fala-se de crise, mas ninguém fala de outro tipo de crise. A crise do homem dos autocarros que não tem informções e que não sabe nada sobre horários de autocarros, a crise do Médico que entra a serviço a horas indeterminadas entre o cigarro e o café da manhã. Aqui ninguém fala da crise que é a construção de uma barragem que vai submergir uma obra de milhares de euros, ninguém fala de um centro de estágio que demorou cerca de uma década a ser contruído e que vai ficar debaixo de àgua...deve ser a canoagem... Ninguém aqui fala da crise de milhares de euros de dívida externa que Portugal tem com o estrangeiro e das guerras entre políticos nacionais e locais que em vez de procuarem soluções passam a vida, num exercício inútil de ver que é que tem razão.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

De Marcelo, sobre Marcelo e o que o Marcelo diz





















Boa noite estimado leitor,

Escrevo hoje esta carta de apelo. Não suporto mais as "Escolhas de Marcelo, ou o que pensa o Marcelo ou o que faz o Marcelo. Não é possível que em Portugal Continental ou nos aquipélagos exista um e só um Marcelo!
A senhora que pensa que é jornalista faz-me doer os olhos de tanta imobilidade.
O curioso é que aqui ninguém questiona os estatutos profissionais. O Marcelo que é Rebelo de Sousa que encontre por amor de Deus alguém menos apático e capaz de discordar consigo. Um país com um só Marcelo, uma só Cp, um só CTT... é um país claustrofóbico! Mas mesmo fora do país ainda ligo a rtp internacional e vejo lá o Marcelo!! Será que não existe lugar para os apartidários como eu? Será que viverei até ao fim da minha vida a observar o grande império da Sonae e a ser engolida por tudo o que é massificado, monopolizado e absurdo?
Pelo menos você Marcelo encontre por favor um homónimo à sua altura. Obrigado.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Será que foi por causa da cor que o Ben-u-ron foi tirado do mercado?

Por favor leiam a notícia abaixo.
Depois digam-me quem é que acredita que esse medicamento foi tirado do mercado por causa da cor.

"autoridade que regula o sector do medicamento (Infarmed) ordenou a suspensão da venda no mercado nacional de vários lotes do medicamento Ben-U-Ron indicado para aliviar a dor e diminuir a febre.

Num comunicado publicado no seu "site", a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde informa que foi detectada "uma alteração da tonalidade da cor" do medicamento, pelo que ordenou "a suspensão imediata da comercialização do lote em causa".

O Infarmed justifica esta decisão como uma "medida de precaução e zelo da saúde pública".

A firma Neofarmacêutica SA já está a proceder à recolha voluntária do medicamento Ben-U-Ron Xarope, paracetamol, 40mg/ml, acrescenta.

Os lotes em causa são: 301 A091; 303 A091; 304 A091; 305 A091; 306 A091; 307 A091; 308 A091; 309 A091; 310 A091; 311 A091; 312 A091; 313 A091; 314 A091; 315 A091; 301 C091; 302 C091; 303 C091; 304 C091; 305 C091; 306 C091; 307 C091; 308 C091; 309 C091; 310 C091; 311 C091; 312 C091; 313 C091; 314 C091; 315 C091; 316 C091.

O Ben-U-Ron está indicado no tratamento de síndromes gripais ou outras hipertermias infecciosas, reacções hiperérgicas da vacinação, cefaleias, enxaquecas, dores de dentes, de ouvidos, menstruais. "

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Lapso de " Sócrates"


Hoje não resisti à ironia jornalística sobre a notícia do Jornal de Notícias
que fala sobre o esquecimento do primeiro ministro em relaÇão aos hospitais da
cidade do Porto. Tremo ao dizer que talvez isto não seja já uma questão de esquecimento senão de amnésia.
Quem fala de Sócrtes, fala dos precendentes...Este parece ser um país que está esquecido das maternidades, assim como parece esquecido que cerca de 70% da populaÇão é envelhecida e que nem sequer um quarto destes idosos tem direto a apoio médio.
Os idosos do interior do país são os que mais sofrem sendo que a maioria como tem um rendimento abaixo da média não tem acesso a um apoio médico de qualidade ou tão
pouco a transportes públicos que os permitam aceder mais facilmente a estes centros de saúde.
Não existem fiscais médicos em Portugal, os médicos ora trabalham horas a mais (em alguns casos alternam o trabalho entre a instituição pública e a clínica privada) ou têm um horário absurdo e pouco saudável..." A doutora não está aqui agora, deve estar a tomar o pequeno almoÇo ou a fumar lá fora."
Já nem falo da porcaria e falta de higiena dos hospitais em Portugal, cabelos pelo
chão, nas salas de emergência é uma constante, as casas de banho matam qualquer um só
pelo aroma, nem sei porque vão as pessoas ao hospital se os utentes depois de uma breve estadia num hospital público português ficam pior...
Os médicos espanhóis continuam a atravessar a fronteira para tratarem dos nossos doentes, enquanto que os estudantes portugueses que querem seguir medecina continuam
à espera de uma média de entrada que não priviligie apenas os estudantes com médias exorbitante...sendo que os estudantes muitas vezes mais vocacionados e menos genias acabam também por atravessar a fronteira e se trasformarem com o decorrer dos anos nas universidades espanholas em bons estudantes e futuramente em bons médicos...e nós
continuamaos sem médicos, sem hospitais, sem maternidades e sem trasportes para chegar ao hospital!
A pergunta ironicamente portuguesa que deixo ao leitor é: Para quê ir para o hospital se um dia vamos morrer de qualquer forma?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Boa noite ao leitor,

Não sabia que a "Face oculta"era notícia pelos dias que correm, quando a Casa Pia
e as brincadeiras com a Expo foram esquecidas com o paginar dos dias e das telenovenas
que passam nos Jornais das oito...
Amanhã os jornais nacionais vão ter todos as mesmas notícias e quase as mesmas manchetes.
Qual será a origem da palavra manchete? Será de origem francesa ou será uma ironia bem portuguesa, quase castiÇa? Os leitores, ou as pretensas leitoras menos cultivadas (como pressupõe a maioria da imprensa feminina), pode sempre comprar uma daquelas revistas que trazem saco...Como se a revista fosse o saco ou a mala que a senhora leva para a casa de banho quando está menstruada....ai e que momentos de ócio terei quando ler o horóscopo numa dessas toilettes sem pessoas suficientemente bem qualificadas e pagas para entenderem o que está escrito quiÇa nos actos das peÇas de teatro da "Face oculta"....

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Bem-vindos

Esta é a voz da Viriato.
Note-se que escrevo feminino.
Este é o fim do situacionismo. Hoje é um grande dia.
Portugal não vai mostrar velhas glórias. Portugal vai mostrar as presentes.


Bem-hajam aos visitantes