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O Lapso de " Sócrates"


Hoje não resisti à ironia jornalística sobre a notícia do Jornal de Notícias
que fala sobre o esquecimento do primeiro ministro em relaÇão aos hospitais da
cidade do Porto. Tremo ao dizer que talvez isto não seja já uma questão de esquecimento senão de amnésia.
Quem fala de Sócrtes, fala dos precendentes...Este parece ser um país que está esquecido das maternidades, assim como parece esquecido que cerca de 70% da populaÇão é envelhecida e que nem sequer um quarto destes idosos tem direto a apoio médio.
Os idosos do interior do país são os que mais sofrem sendo que a maioria como tem um rendimento abaixo da média não tem acesso a um apoio médico de qualidade ou tão
pouco a transportes públicos que os permitam aceder mais facilmente a estes centros de saúde.
Não existem fiscais médicos em Portugal, os médicos ora trabalham horas a mais (em alguns casos alternam o trabalho entre a instituição pública e a clínica privada) ou têm um horário absurdo e pouco saudável..." A doutora não está aqui agora, deve estar a tomar o pequeno almoÇo ou a fumar lá fora."
Já nem falo da porcaria e falta de higiena dos hospitais em Portugal, cabelos pelo
chão, nas salas de emergência é uma constante, as casas de banho matam qualquer um só
pelo aroma, nem sei porque vão as pessoas ao hospital se os utentes depois de uma breve estadia num hospital público português ficam pior...
Os médicos espanhóis continuam a atravessar a fronteira para tratarem dos nossos doentes, enquanto que os estudantes portugueses que querem seguir medecina continuam
à espera de uma média de entrada que não priviligie apenas os estudantes com médias exorbitante...sendo que os estudantes muitas vezes mais vocacionados e menos genias acabam também por atravessar a fronteira e se trasformarem com o decorrer dos anos nas universidades espanholas em bons estudantes e futuramente em bons médicos...e nós
continuamaos sem médicos, sem hospitais, sem maternidades e sem trasportes para chegar ao hospital!
A pergunta ironicamente portuguesa que deixo ao leitor é: Para quê ir para o hospital se um dia vamos morrer de qualquer forma?

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